Mais de 500 empresas lideradas por mulheres deverão participar na II edição do Fórum Económico da Mulher, agendada para a segunda quinzena de Outubro, em Maputo. O evento deverá reunir cerca de 1.500 participantes, entre empresárias, representantes do Governo, sector privado, academia, parceiros de cooperação e organizações da sociedade civil, com o objectivo de promover o diálogo e encontrar soluções para reforçar o empreendedorismo feminino e a liderança económica das mulheres em Moçambique.
No lançamento da iniciativa, realizado hoje, a coordenadora do Consórcio do Fórum Económico da Mulher, Eulália Nhatitima, defendeu uma maior cooperação entre os diferentes actores nacionais, sublinhando que o fortalecimento económico da mulher constitui um compromisso de desenvolvimento do País. Para o efeito, apelou à adopção de políticas públicas que promovam a igualdade de oportunidades, ao reforço do acesso ao financiamento, à educação, à inovação e à qualificação profissional, destacando que a autonomia económica das mulheres gera benefícios para as famílias, cria emprego e impulsiona o crescimento económico.
Por sua vez, a directora executiva da Confederação das Associações Económicas (CTA), Teresa Muenda, salientou que, embora as Micro, Pequenas e Médias Empresas representem cerca de 98 por cento do tecido empresarial moçambicano e assegurem aproximadamente 86 por cento do emprego nacional, muitas empresárias continuam a enfrentar obstáculos como o difícil acesso ao crédito, elevadas exigências de garantias bancárias, limitada literacia financeira e digital e reduzida integração nas cadeias de valor.
Segundo Teresa Muenda, o Fórum deverá afirmar-se como uma plataforma de construção de soluções e de promoção de políticas que favoreçam o crescimento das empresas lideradas por mulheres. A iniciativa, que tem como embaixador o antigo Primeiro-Ministro Adriano Maleiane, pretende consolidar-se como um espaço permanente de diálogo, inovação, investimento e inclusão económica feminina em Moçambique.(Fonte: AIM)